CACHORRADA – PARTE 2

26 07 2007

Continuando a série sobre a cachorrada e irei falar da história de Bunny e Buddy … passamos um tempo sem ter nenhum cachorro em casa. No escritório que meu pai trabalhava um dos vendedores tinha um casal de Weimaraner, até então desconhecido para nós. Ele havia dado um filhote para um dos sócios de meu pai e minha mãe deu uma passada lá “para ver” … depois de ver aquela filhotinha de olhos azuis e pele cinza camurça não resistiu e levou pra casa na hora. Era uma fêmea e foi chamada de Bunny.

Com o tempo ela se tornou o xodô da casa, morávamos em uma casa grande e ela tinha bastante espaço. E assim como o Argus, ela ficou muito grande e forte até mesmo para uma fêmea. Eu ensinei ela a dar a pata e “fazer bonitinho” em que ela levantava e ficava apoiada nas 2 patas traseiras. Uma belezura. Sempre que abriámos o portão de casa ela saia em disparado para a rua e certa vez ela fez isso porém não viu um menino vindo de bicicleta e acabou trombando com ela. Ela chegou a machucar a pata mas não quebrou e ficou “boa” rapidamente quando minha prima deu um sorvete de manga à ela, milagre ou manha ? Nunca saberemos … hehe.

Quando lembro dela tenho na minha cabeça imediatamente uma referência ao Marley, acho que os dois tinham o mesmo temperamento doido e elétrico. Ela era muito inteligente também e amorosa. Tinha paixão pela minha mãe e minha mãe por ela.

Depois de um tempo tivemos que mudar para o interior. Alugamos uma casa com um terreno enorme e com muita grama para ela correr. Foi uma época muito boa de nossas vidas, lembro que meu pai abria a porta de meu quarto para ela entrar e ir me acordar lambendo minha cara. Adorava provocá-la fingindo que iria levar ela pra dar banho (Que como a maioria dos cachorros odeia) e ela mostrava os dentes brava.

Pegamos amizade com um veterinário da cidade e um tempo depois deu para nós um filhote de Fila Brasileiro Tigrado. Fomos até o sítio para pegar e havia dois filhotes, tivemos que escolher entre ambos. Um deles era bem magrelinho e tinha vários bernes  pelo corpo e escolhi justamente esse. Demos o nome de Buddy.

Quando chegou em casa o Buddy era um anão e a Bunny uma gigante, porém com o passar do tempo isso se inverteu (e muito) basta ver a imagem deste post. Pelo fato da Bunny ser a fêmea ele a protegia de tudo e todos, algumas vezes alguns cachorros apareciam na porta de casa quando ela estava no cio e lá estava ele para espantá-los. Certa vez ele pegou um desses “corajosos” e o jogava pra cima com a boca como se fosse um pedaço de pano. Buddy era extremamente forte mas muito obediente. Nunca foi capaz de atacar qualquer pessoa conhecida mas seu tamanho assustava qualquer um que viesse em casa.

Juntos eles mataram galinhas, gatos e até mesmo arranjaram confusão com um porco-espinho … neste episódio quando chegamos em casa eles tinha espinhos pela cara inteira !!! Foi engraçado de ver mas difícil de tirar tudo aquilo, pois alguns chegaram a atravessar o focinho.

Juntos também eles cruzaram e tiveram 10 filhotes. Nessa época meu pai quase ficou doido pois a Bunny não estava dando conta de tanto filhote e tínhamos que “completar” a alimentação deles. Imagine a cena de 10 filhotinhos pretinhos subindo pelas pernas querendo mamar … imaginou ? Portanto terá em mente nossa rotina 3 vezes ao dia (Pelo que me lembre).

Tivemos que mudar novamente, desta vez para o litoral de São Paulo. O espaço dos cachorros ficou um pouco reduzido, mas mesmo assim meu pai saia para passear com eles constantemente.

Daqui para frente virá a parte triste da história, todo dono de cachorro sabe como é difícil perder um amigo canino. Eles chegaram a cruzar novamente, porém dessa vez a Bunny teve problemas no parto e infelizmente veio a falecer … vi meu pai chorando poucas vezes e esta ocasião foi uma. Choramos juntos como duas crianças, mas faz parte da vida ir e vir. O Buddy ficou abatido com a ausência de sua companheira, porém veio a falecer também um bom tempo depois

Lembro deles com carinho e admiração por tamanha devoção que eles tiveram conosco. A alegria que eles tinham quando chegávamos em casa, todas as vezes que pai abraçava o Buddy e dizia “-Meu amigão“, a proteção que nos proporcionaram … dentre muitas outras histórias. A passagem deles por nossa vida foi marcante e sempre que vejo um Weimaraner ou um Fila fico emocionado de lembrar tudo isso e mais um pouco.

Buddy e Bunny nasceram pra estar juntos, e neste momento tenho certeza que estão ao lado de meu pai

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2 responses

30 07 2007
Holly

Lindo este post…Estes peludos sempre rendem histórias que valem a pena ser contadas!
E como vale conviver com eles. Por mais triste que seja a hora da despedida, quando juramos nunca mais ter cachorro para não sofrer novamente, é impossível resistir.
Sempre tive cães, nem sei o que é viver sem eles…e mesmo assim, sempre me emociono com histórias como de Buddy e Bunny!!!

20 05 2008
richard tinoco

Fico emocionado só de pensar em não ter o meu maior amigo por perto. Não importa se é o Weimaraner ou um vira-latas, pois tenho os dois. Em minha casa temos 04 amigos, que partilham nossas vidas e todas as alegrias e tristezas. Meu Amigo ZIGGY, está com 10 anos, com a saúde em dias e muito forte, mas sabemos que em 5 anos tudo se tranformará em alágrimas, mas tenho comigo todo amor dos meus amigos, que desde pequenos dormem comigo.
Meu coração aperta de pensar em estar aqui e eles não. Muitas vezes acordo a noite só para vê-los dormindo e logo pela manhã me acordarem para o trabalho.
Aos Meu amigos ZIGGY (weimaraner) Bruce (Vira-latas), Zaya (vira-latas, mais carimhosa e amiga do mundo), Zé (O filho da Zaya), quero deixar o meu amor por todos e comparilhar os meus sentimentos a todos.

Abs

Richard

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